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segunda-feira, 10 de agosto de 2015

5ª Conferência Estadual de Segurança Alimentar e Nutricional do Amazonas debate comida de verdade no campo e na cidade


Imagem meramente ilustrativa

Tópico 1179

"A grande conquista que representou a exclusão do Brasil do Mapa Mundial da Fome não pode e não deve encerrar as discussões sobre alimentação no País". Dessa forma o assessor especial da Secretaria Geral da Presidência da República, Selvino Heck, introduziu os debates da 5ª Conferência Estadual de Segurança Alimentar e Nutricional do Amazonas nesta quarta-feira, 05/08), durante cerimônia de abertura oficial do evento realizada na Assembleia Legislativa, em Manaus. E o tema desse ano, apesar de não ser novo, é muito atual: Comida de verdade no campo e na cidade: por direitos e soberania alimentar.

O conceito de comida de verdade está diretamente associado ao de alimentação adequada e saudável, direito humano básico e reconhecido pela Constituição Federal brasileira. "Estamos em uma situação boa hoje no Brasil em termos de segurança alimentar e nutricional em relação a como estávamos em outras épocas, mas ao mesmo tempo temos enormes desafios ainda, de, por exemplo, discutir a questão dos transgênicos, dos agrotóxicos, a questão do consumismo exagerado de produtos ultraprocessados, entre outros", destacou Heck.

Conforme o presidente do Conselho Estadual de Segurança Alimentar e Nutricional do Amazonas (Consea-AM), o médico Marc Arthur Loureiro Storck, o debate que se faz necessário hoje é sobre a qualidade dos alimentos consumidos pela população. "Vencemos a fome, mas hoje precisamos debater temas como a obesidade, os problemas que a má alimentação pode causar. Então temos que pensar hoje componentes estratégicos, como por exemplo: a nossa opção é por um alimento transgênico ou orgânico? A nossa opção é por um alimento que é produzido de forma insustentável ou sustentável? Esse alimento é ultraprocessado ou é um produto natural? São essas escolhas que temos de debater", disse.

Na 3ª Conferência Nacional, em 2007, foi aprofundado o conceito de alimentação adequada e saudável: "Pressupõe a garantia ao acesso permanente e regular a alimentos produzidos de forma socialmente justa, ambientalmente sustentável e livres de contaminantes físicos, químicos e biológicos e de organismos geneticamente modificados. Deve também ser adequada aos aspectos biológicos, de acordo com o curso da vida e às necessidades alimentares especiais dos indivíduos e grupos, atender aos princípios da variedade, equilíbrio, moderação e prazer e às dimensões geracionais, de gênero e de etnia. Mas, igualmente importante, precisa também atender às dimensões e valores socioculturais e referências locais e tradicionais – que conformam identidades sociais, étnicas e culturais – no modo como se tem acesso e são transformados os alimentos. Significa, portanto, valorizar a alimentação como patrimônio imaterial nacional".

A 5ª Conferência Estadual de Segurança Alimentar do Amazonas é uma promoção do Conselho Estadual de Segurança Alimentar e Nutricional do Amazonas (Consea-AM) em parceria com diversas intituições e representantes da sociedade civil organizada. O evento acontece até esta sexta-feira, 07 de agosto, na Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas. A Conferência Estadual é preparatória para a 5ª Conferência Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (CNSAN), que acontece no período de 3 a 6 de novembro de 2015, em Brasília.


Segurança alimentar e nutricional na Amazônia

Para o presidente do Consea estadual, Marc Storck, os debates sobre alimentação devem percorrer todo o território nacional, mas sempre com ênfase nas características regionais. "Precisamos entender que as políticas públicas aplicadas ao Sul do Brasil podem ser extremamente eficientes, mas para a Amazônia não necessariamente. Um dos pontos importantes de discussão, nesse sentido, são os produtos da sociobiodiversidade. Nós temos de estar preocupados com a cadeia produtiva do açaí, com o pirarucu, com nossos alimentos regionais e com nossa logística que é muito particular", disse Storck, ao lembrar que a segurança alimentar na região amazônica ainda é a pior do Brasil. "Todas essas discussões são importantes para avançarmos, para que a segurança alimentar e nutricional aqui possa ser qualificada", concluiu.

Para Heck, ao mesmo tempo em que a Amazônia apresenta alguns indicadores sociais abaixo do restante do País, também é vista como fundamental para a solução dos principais problemas que estão em debate na 5ª Conferência de Segurança Alimentar e Nutricional. "Instituímos em Brasília o Plano Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica e o Plano Nacional de Sociobiodiversidade, por exemplo, e as experiências dos povos e comuniadades tradicionais, ribeirinhas, indígenas da Amazônia são exemplo não só para o Amazonas, mas para o Brasil e para o mundo".


Embrapa

A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), instituição integrante do Consea, desenvolve há mais de 40 anos tecnologias para eficiência e sustentabilidade da agropecuária brasileira, e foi fundamental para transformar o País de uma condição de importador de alimentos básicos para a condição de um dos maiores produtores e exportadores mundiais. O assessor da Presidência da República, Selvino Heck, destacou a importância da participação da Embrapa nas discussões atuais sobre alimentação. "A Embrapa tem contribuído muito para debater esses novos temas que pautam a sociedade. É uma grande parceira", disse.


Brasil fora do mapa da fome

O Brasil saiu do Mapa Mundial da Fome em 2014, segundo relatório global da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO). A FAO considerou dois períodos distintos para analisar a subalimentação no mundo: de 2002 a 2013 e de 1990 a 2014. Segundo os dados analisados, entre 2002 e 2013, caiu em 82% a população de brasileiros em situação de subalimentação. A organização aponta também que, entre 1990 e 2014, o percentual de queda foi de 84,7%.

No Relatório de Insegurança Alimentar no Mundo de 2014 a FAO destaca o trabalho do Brasil na construção de uma estratégia de combate à fome, que resultou na redução da desnutrição e subalimentação nos últimos anos. Segundo a FAO, contribuíram para este resultado:

- Aumento da oferta de alimentos: em 10 anos, a disponibilidade de calorias para a população cresceu 10%;

- Aumento da renda dos mais pobres com o crescimento real de 71,5% do salário mínimo e geração de 21 milhões de empregos;

- Programa Bolsa Família: 14 milhões de famílias;

- Merenda escolar: 43 milhões de crianças e jovens com refeições;

- Governança, transparência e participação da sociedade, com a recriação do Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea).




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